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Terça, 27 Setembro 2016 18:41

O começo da virada para o alumínio

Por José C. Garcia Noronha – Gerente de Venda Industrial da Latasa Extrudados

Como já é mais que sabido, a nossa análise de mercado permite dizer que chegamos ao fundo do poço — Situação crítica para todo o mercado, empresas que não geram receitas suficientes para manter o ritmo, desemprego elevado, governo que não arrecada e não tem condições de pagar suas dívidas. Mas sim, já é possível enxergar a luz no final do túnel.

No ano de 2015, o alumínio extrudado (perfis e tubos) para a construção civil teve uma queda em relação a 2014 de 13,3%, fechando o ano com uma demanda de 163.700 toneladas. Para 2016, ainda prevemos uma queda em relação a 2015 entre 19 a 22%, com a previsão de demanda de 127.000 toneladas de perfis e tubos de alumínio para o segmento da construção civil.

A construção civil iniciou seu período de desaceleração de lançamentos no final de 2012, ano recorde de ofertas, entrando no ano de 2013 com queda e finalizando o ano com 35% menor comparado com 2012, em função dos estoques elevados de imóveis para venda, taxas de juros elevadas e a insegurança pela perda do emprego que começa a surtir efeito em 2014.

Ainda tivemos os efeitos destes impactos em 2015 e 2016, devido ao período de dois a três anos posteriores de descompasso que ocorre entre o lançamento de um imóvel e a construção do mesmo, em que o alumínio é incorporado a edificação.

Houve uma mudança de cenário político em 2016 que acaba refletindo para o mercado, indicando um 2º semestre melhor, porém ainda finalizando o ano 2016 com o PIB Brasil negativo entre 3 a 4%.

Cenário atual: Fala-se de 11 milhões de desempregados, mas existem as famílias empregadas que começam a ter um pouco mais de confiança política; aquelas que não perderam o emprego e pouparam no período de 2014 a 2016 com medo de perder seus empregos. Estas pessoas estão prontas para consumir.

Os economistas começam a divulgar que a taxa Selic deve chegar até o final do ano ao nível de 11%, o que demonstra claramente o interesse do setor bancário em emprestar dinheiro para financiar obras, compra de veículos e bens de consumo, realocando dinheiro aplicado no tesouro nacional para estes financiamentos que a rentabilidade é melhor — O Boletim Focus do Banco Central, que divulga semanalmente a previsão dos agentes financeiros para vários indicadores, confirma tendência de queda.

Também assistimos ao movimento dos fundos internacionais que começam a sondar o Brasil, investindo nas obras de infraestrutura com foco em saneamento básico e compra de terrenos.

Portanto, terá início uma demanda por materiais básicos que dará uma certa sustentação para o crescimento na cadeia produtiva.

O governo já anuncia que o PIB deverá crescer em 2017 em torno de 1%. Estimando que a elasticidade dos extrudados para construção civil gire em torno de 2,5 a 3 vezes do PIB, então as projeções indicam um crescimento dos extrudados para 2017 em torno de 2,5 a 3%.

Estou otimista, acreditando que a retomada acontece a partir de 2017 e em 2018 continua com crescimento do PIB na faixa de 1,5 a 2%. Atingiremos a nossa necessidade de crescimento a partir de 2019 e 2020, num patamar de 3 a 4%. Os crescimentos serão mais lentos e menores porém mais sustentados.

Estas são as minhas avaliações calcadas em estudos fundamentados e uma experiência de mais 40 anos no mercado do alumínio em diferentes corporações.

Empresários e consumidores. Façam suas análises e voltem a investir!